:: kombi amarela ::
blog desatualizado, no meu caso, significa 3 coisas: falta de tempo, de assunto ou de saco. a primeira e a segunda são incompatíveis e a terceira pode coexistir com as duas primeiras. no momento a ausência foi de tempo. e um pouco de saco. apesar da vida ótima e do mundo novo e sem fim, o que me deu uma vontade enorme de escrever foi o maravilhoso pequena miss sunshine. saí do fime há uns 40 minutos e continuo com um sorriso de orelha a orelha. talvez um pouco menos, porque exagerei na pipoca e fiquei meio enjoada.
a pretensa miss sunshine é minha conhecida, fez uma participação especial sensacional na minha série favorita e só por isso já seria uma das minhas mini atrizes favoritas. e mini é um termo que cabe muito bem nesse filme. todos ali têm uma vida mini. o filho mais velho não se comunica com o mundo até sofrer a primeira grande desilusão, o pai é um obcecado pela auto-ajuda empresarial, o avô é um alucinado cheirador que foi expulso do asilo, o tio é um intelectual gay suicida e a mãe talvez seja a mais normal. e essa é outra palavra que, de forma sutil e genial, nos leva a uma consideração um pouco mais profunda. ser diferente é não ser normal?
dentro dessa vida escancaradamente insensata dessa família "anormal", o que acaba parecendo fazer todo o sentido é cruzar o país de kombi para que a pequena olive, de 7 anos, participe de um concurso de beleza. há uma overdose de cenas hilárias e ainda assim não há absolutamente nada que faça lembrar um pastelão barato. há a criancinha chorando com medo da rejeição do pai e isso não soou nem de longe um apelo desesperado para comover platéias. o pai tem a obcessão em ser um vencedor, mas sua família é repleta de losers. o filme é um prato cheio de contradições deliciosas e prova que só a inteligência e a sensibilidade são capazes de produzir as melhores metáforas.
fora a adorável olive, os melhores personagens, e onde se encontram as mais profundas contradições, são o filho, com todos os ingredientes que o tornam propositadamente um problemático, lê nietzche o dia inteiro e fez voto de silêncio, e o tio infeliz, que tentou o suicídio e compra revistas pornô gay, são responsáveis pela melhor cena do filme. eles são tratados como anormais, e assim se sentem, mas quando estão em um salão lotado de mini misses e suas famílias neuróticas, tudo o que pensam faz todo o sentido. e são compreendidos enfim, pela família e pela platéia.
a vida de uma cada é mini, mas a história que constróem juntos é grande. mega.
* * * * * * * * * * * * * * * * * * * * *
pela livre associação tão praticada na análise, devo achar que um tem a ver com o outro.
"o respeito ao saber de senso comum jamais deve tornar alguém um basista , tampouco o acatamento à rigorosidade científica deve fazer de alguém um elitista" (paulo freire)
a pretensa miss sunshine é minha conhecida, fez uma participação especial sensacional na minha série favorita e só por isso já seria uma das minhas mini atrizes favoritas. e mini é um termo que cabe muito bem nesse filme. todos ali têm uma vida mini. o filho mais velho não se comunica com o mundo até sofrer a primeira grande desilusão, o pai é um obcecado pela auto-ajuda empresarial, o avô é um alucinado cheirador que foi expulso do asilo, o tio é um intelectual gay suicida e a mãe talvez seja a mais normal. e essa é outra palavra que, de forma sutil e genial, nos leva a uma consideração um pouco mais profunda. ser diferente é não ser normal?
dentro dessa vida escancaradamente insensata dessa família "anormal", o que acaba parecendo fazer todo o sentido é cruzar o país de kombi para que a pequena olive, de 7 anos, participe de um concurso de beleza. há uma overdose de cenas hilárias e ainda assim não há absolutamente nada que faça lembrar um pastelão barato. há a criancinha chorando com medo da rejeição do pai e isso não soou nem de longe um apelo desesperado para comover platéias. o pai tem a obcessão em ser um vencedor, mas sua família é repleta de losers. o filme é um prato cheio de contradições deliciosas e prova que só a inteligência e a sensibilidade são capazes de produzir as melhores metáforas.
fora a adorável olive, os melhores personagens, e onde se encontram as mais profundas contradições, são o filho, com todos os ingredientes que o tornam propositadamente um problemático, lê nietzche o dia inteiro e fez voto de silêncio, e o tio infeliz, que tentou o suicídio e compra revistas pornô gay, são responsáveis pela melhor cena do filme. eles são tratados como anormais, e assim se sentem, mas quando estão em um salão lotado de mini misses e suas famílias neuróticas, tudo o que pensam faz todo o sentido. e são compreendidos enfim, pela família e pela platéia.
a vida de uma cada é mini, mas a história que constróem juntos é grande. mega.
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pela livre associação tão praticada na análise, devo achar que um tem a ver com o outro.
"o respeito ao saber de senso comum jamais deve tornar alguém um basista , tampouco o acatamento à rigorosidade científica deve fazer de alguém um elitista" (paulo freire)
